Morte e ressurreição: uma reflexão sobre as adaptações fílmicas "Dom Quixote" e "Hamlet", de Kozintsev

Thayane Morais Silva

Resumo


RESUMO

Ao considerar os “400 anos da morte de Shakespeare e Cervantes”, é impossível não associar as obras desses respectivos autores à questão da autoria, tema tão recorrente nos Estudos Literários, amplamente discutido por Barthes Foucault e Agamben. Se passaram 400 anos desde a morte do corpo, e não da morte do legado artístico –é sempre bom lembrar, desses dois escritores.  Entretanto, diante de tantas reproduções técnicas que desencadearam a destruição da aura da obra de arte, propomos estabelecer uma relação entre a morte autoral desses dois autores e os conceitos que Walter Benjamin delineou para esclarecer a situação da obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. A fim de exemplificar como a autoria de Cervantes e de Shakespeare é mortificada a partir de suas próprias obras, iremos investigar duas adaptações cinematográficas, Dom Quixote e Hamlet, ambas dirigidas por Grigori Kozintsev.

PALAVRAS-CHAVE: Shakespeare; Cervantes; Autoria; Reprodutibilidade técnica; Adaptação cinematográfica.


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Caletroscópio - Revista do Programa de Pós-graduação em Letras: Estudos da Linguagem da Universidade Federal de Ouro Preto

ISSN (on-line): 2318-4574  - Qualis CAPES: B2


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